Entrevista | Estevan Oelke | 25/11/2015 09h37

Pedro Espindola

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(Foto: Reprodução/Internet) (Foto: Reprodução/Internet)

Pedro Espindola

Nascido em uma família de músicos, Pedro Espindola tem 29 anos e desde os 11 é apaixonado pela guitarra. Tocando na noite, Pedro considera o trabalho de músico também um hobbie, por mais profissionalizado que esteja, e sempre gostou muito de tocar.

Além de tocar, o filho de Celito Espindola é cantor e compositor, e em entrevista com o Ensaio Geral, fala sobre o meio musical no estado nos dias atuais. Veja a conversa com o músico na íntegra.

Ensaio Geral - Quando surgiu o interesse pela música? Sua família influenciou em sua entrada no ramo?

Pedro Espindola - O interesse pela música deve ter começado antes de eu encarnar, e por isso devo ter nascido em um meio musical tão rico. Na pratica, lá pelos 10, 11 anos já achava a guitarra um instrumento legal, e a paixão por ela cresceu na adolescência.

 EG - O que acha do auxílio do governo em relação à música em MS? O fomento atual à cultura é satisfatório?

Pedro - Que auxílio? O momento político de Campo Grande é constrangedor. Uma cidade sem prefeito e ninguém fala nada, as pessoas só se manifesta de forma passageira no facebook. A ajuda aos músicos esse ano foi praticamente inexistente. Pela iniciativa privada é OK, tudo vai bem com espaços nas rádios e televisão, mas é tudo de forma independente e o artista tem que contar com amigos, admiradores e loucos que acreditam na gente. Você monta seu palco, seu som, seu conceito sem qualquer participação do governo.

EG - Além da música quais meios culturais precisam de mais espaço?

Pedro - Todos, pois a arte isolada enfraquece. Não sou especialista, mas tenho amigos no teatro, na dança e nas artes plásticas que produzem muita coisa boa. Os artistas trabalham muito forte, se a comunidade não os conhece pode ter certeza que a responsabilidade não é dos artistas. Cadê os espaços de divulgação? Cadê o interesse do poder público? Pode não chegar até as pessoas, mas existem movimentos muito fortes em Campo Grande, como a Sub Cultura e a Estação Urbana. O público vai perceber que não é só nos bares que se encontram os artistas.

EG - O que podemos esperar de Pedro Espíndola em relação à cultura no estado?

Pedro - É difícil dizer, a luta é forte e é de resistência. Da minha parte todo mundo pode esperar o apoio à bandeira da cultura, continuarei produzindo. Vem EP pela frente, shows e uma conexão maior com meu trabalho autoral em 2016.

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