Pela primeira vez na UCDB, espetáculo “Mborahéi Rapére” reúne dezenas de acadêmicos e professores
Na noite desta segunda-feira (5), o anfiteatro do bloco A do campus Tamandaré transformou-se em palco. Instrumentos de percussão davam ritmo às vozes que entoavam canções indígenas e permitiam ao público vivenciar uma cultura que sobrevive ao tempo.
O espetáculo “Mborahéi Rapére – Pelas Trilhas do Canto”, encenado por 29 atores indígenas e não-indígenas, foi apresentado pela primeira vez na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e atraiu dezenas de acadêmicos e professores.
Neimar Leandro Marido Kiga, acadêmico do 5º semestre de Design, é indígena da etnia Bororo. Apesar do espetáculo ter retratado principalmente cantos da etnia Guarani Kaiowá e de outros grupos étnicos como Mbyá, Huni Kuin, Shipibo e Krahô, ele enfatizou a importância de fazer uma apresentação com essa proposta: “Nossos anciãos estão morrendo e, por isso, cabe aos jovens o dever de fazer esse tipo de movimento para que a cultura não se perca. Além disso, para mim, mais do que fazer esse resgate, é essencial que a gente promova a valorização da cultura indígena”.
Premiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC) da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul, o espetáculo foi produzido pela professora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Dra. Cândida Graciela Chamorro Arguello e, para que fosse apresentado na Católica, a organização do evento ficou por conta do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (NEPPI).
Segundo a professora Cândida Graciela, a Católica foi escolhida pelo trabalho que desenvolve com essas populações: “Eu tenho a UCDB como uma Instituição que é amiga dos povos indígenas. Há muitos acadêmicos de etnias diferentes que estudam aqui, tem o NEPPI, tem as pós-graduações em Desenvolvimento Local e em Educação onde muitos indígenas estão presentes, por isso quis trazer a apresentação para cá”.
De acordo com a professora, a ideia é fazer com que o público vivencie a cultura de uma forma diferente e possa enxergar com o olhar do índio. “Por meio do trabalho que estamos fazendo, da linguagem da arte, queremos levar um pouco dessa concepção de mundo e de palavra, de vida humana e não humana, que os indígenas tem, e a gente tanto desconhece”, pontuou Cândida Graciela.
Na data, foram arrecadados alimentos não perecíveis, livros e brinquedos que serão distribuídos entre as comunidades indígenas da região sul de Mato Grosso do Sul. O espetáculo “Mborahéi Rapére” já foi apresentado ao público nos municípios de Dourados, Ponta Porã e Assunção (Paraguai). Para obter mais informações entre em contato com o Neppi por meio do número (67) 3312-3590.
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