Outros | O Diario de Mogi | 02/05/2020 10h16

Aprenda como fazer uma transmissão musical ao vivo

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São milhares as visualizações acumuladas pelos vídeos disponíveis na internet contendo dicas e configurações para softwares de transmissão de vídeo em tempo real. Muitos deles, porém, são extremamente técnicos. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Mogi das Cruzes convidou o operador de áudio e vídeo Emerson Leles para fazer duas lives que funcionam como tutoriais para obter melhor som e imagem na hora de conversar, cantar ou dançar para o público em formato digital, algo tão comum agora, durante a pandemia do novo coronavírus. Voltada principalmente para os artistas, mas aberta para todos, a próxima transmissão será nesta sexta-feira, dia 1, às 14h45, pela página oficial da Pasta no Facebook.

Técnico de som e iluminação, Emerson Leles é ligado a Associação Brasil Soka Gakkai Internacional e atua como operador de áudio de gravação, com experiência em programas ao vivo e atendimento ao público em palco, arena, teatro e centros culturais. Ou seja, é a pessoa certa para passar dicas sobre posição de câmera, captação de áudio, instalação de iluminação correta e ainda os tipos de software disponíveis no mercado.

Na primeira sessão de dicas, realizada na segunda-feira última, dia 27, ele fez “uma live bem descontraída, para levar conteúdo que proporcione qualidade”, como resumiu ao início da transmissão, que durou cerca de 40 minutos.

Dono de uma fala calma, Emerson apresentou o conteúdo sem assustar a audiência. “Quero começar falando de sofwares gratuitos e pagos e como configurar, como colocar imagens na tela, como o logo do Facebook e o do Movi.Ar”.

Para mostrar o exemplo de boa qualidade, o tutor começou apresentando a equipe que o ajudou a montar a estrutura que pode ser vista no vídeo, transmitido da Sala Mulituso “Wilma Ramos”, que fica no primeiro andar do Centro Cultural de Mogi das Cruzes: webcam, tripé, mesa e iluminação, com “enquadradamento certinho”.
“Vou começar falando da luz”, disse Emerson, para, na sequência, apagar algumas das luminárias, mostrando como o uso correto deste tipo de equipamento evita reflexos indesejados.

Para quem precisa filmar com o celular, uma dica é apoiar o aparelho em livros. “Eu mesmo fiz isso em casa. Coloquei um certo degrau de livros para que o celular pudesse ficar de modo visível, enquadrado e fora da luz. Se tiver uma janela ao fundo, se a luz viesse de trás, ficaria ruim”, diz ele.

Depois disso, outro “choque” foi sobre o áudio. O profissional revelou que estava “usando uma interface de áudio, que tem como missão levar o áudio digitalmente pelo aplicativo/software, e uma placa de captura”. Em outras palavras, ele contava com um equipamento mais robusto, e não o microfone da webcam, que como provou no próprio vídeo, é insuficiente.

Sobre o software para a transmissão, para celulares Android Emerson sugeriu o DroidCam, mas o vídeo focou em lives feitas a partir de um computador, utilizando o OBS Studio, que é gratuito. O interessante é que mesmo leigos em tecnologia podem utilizá-lo, já que, com tranquilidade, o profissional ensinou como instalar o programa e também como utilizar suas principais funções.

Emerson Leles explicou ainda que o ideal para aumentar o engajamento do público é transmitir as lives em mais de uma rede social simultaneamente, e ensinou essa função, chamada de “retransmissão”. Falou também sobre conexão de internet, que é melhor via cabo do que via Wi-Fi e ao final convidou para a próxima “aula”, que terá mais “dicas bem ricas para músicos, dançarinos e artistas”, dessa vez sobre equipamentos e métodos de gravação.

A programação vai exatamente de encontro com a meta da Cultura, que é “compartilhar dicas e orientações a todos que precisem ou tenham interesse em utilizar suas plataformas virtuais para apresentações, conversas e qualquer outro tipo de conteúdo a ser exibido ao vivo”.

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