Crítica: Ótima série de ação, Até o Último Samurai é mistura de Round 6 com Shogun
É difícil evitar comparações com Round 6 ao falar de Até o Último Samurai, a nova série de ação da Netflix baseada nos romances Ikusagami, de Shogo Imamura. A premissa – quase 300 samurais lutando para sobreviver em um jogo mortal organizado por um grupo misterioso de magnatas – torna os paralelos inevitáveis. Ainda assim, reduzi-la a essa simplicidade seria um erro por dois motivos. Primeiro, porque a produção já estava em desenvolvimento antes mesmo de Round 6 explodir mundialmente; segundo, porque as duas séries fazem propostas muito distintas.
Enquanto Round 6 se tornou fenômeno global por unir drama humano, crítica social e jogos brutais, Até o Último Samurai mergulha no Japão logo após a Guerra Boshin (1868-1869), período em que a classe samurai perdeu prestígio e mergulhou na pobreza.
A produção combina mistério e ação de altíssimo nível, criando uma obra com identidade própria. Com apenas seis episódios, até poderia se beneficiar de mais tempo de tela, mas mesmo assim surge como uma das melhores séries de ação do ano, graças ao contexto histórico único e ao trabalho impecável de dublês e coreógrafos.
Do que se trata Até o Último Samurai
Na trama, 292 samurais empobrecidos recebem um convite para participar do misterioso torneio Kodoku. Para avançar pelas sete etapas na rota Tokaido rumo a Tóquio, eles precisam coletar placas, tiradas dos próprios adversários, claro.
A história acompanha Shujiro Saga (Junichi Okada), um lendário assassino que entra no torneio para salvar a esposa e o filho, ambos doentes de cólera. No caminho, ele decide proteger a jovem Futaba Katsuki (Yumia Fujisaki) e forma um grupo improvável com aliados como sua habilidosa cunhada Ironha Kinugasa (Kaya Kiyohara), o ninja Kyojin Tsuge (Masahiro Higashide) e o devoto arqueiro Kocha Kamul (Shota Sometani). Juntos, eles precisam sobreviver e desvendar a conspiração por trás do torneio.
Um grande show para Junichi Okada
Vivemos um ótimo momento para produções ambientadas na era dos samurais, vide o sucesso de Shōgun. Até o Último Samurai encara o mesmo período, mas sob uma ótica completamente diferente, focada nos samurais comuns que lutaram para sobreviver em tempos de mudança radical.
O grande destaque, porém, é a ação. A série transforma um conceito que poderia parecer absurdo em algo emocional, trágico e surpreendente, carregado por cenas de combate espetaculares e um mistério bem amarrado.
Junichi Okada entrega uma atuação marcante como Shujiro, antes conhecido como Kokushu, o Ceifador. Ele interpreta um guerreiro traumatizado que encontra um novo propósito ao tentar salvar uma criança. Além de atuar, Okada produz a série e assina a coreografia de ação, executada com maestria. Masahiro Higashida adiciona carisma e outro estilo de luta, enquanto Hideaki Ito impressiona como o sanguinário Bukotsu Kanjiya.
Uma das melhores séries de ação do ano
Os duelos são de nível altíssimo, talvez os melhores desde 13 Assassinos, clássico de Takashi Miike. Os estilos de luta são variados, os golpes de espada são rápidos como trovão e até as flechas parecem cortar o ar de maneira impossível. Cada batalha é pensada como um espetáculo, reforçado por cenários de época deslumbrantes.
A série poderia ser apenas uma diversão baseada em um conceito excêntrico, mas vários elementos a elevam: o cenário histórico turbulento, o elenco talentoso, a direção cuidadosa e a coreografia impecável. Okada se destaca tanto no drama quanto na ação, e o resultado é uma produção cheia de momentos heroicos, reviravoltas criativas e um universo rico que poderia até render mais episódios.
Mesmo com algumas histórias e contextos pouco explorados, Até o Último Samurai se firma como um show eletrizante que não pode ser ignorado – e um forte candidato a melhor série de ação live-action do ano.
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