Nesta segunda, "Mixi pela Cidade" encerra circulação na CUFA
A última parada do projeto "Mixi pela Cidade" acontece nesta segunda-feira (2), às 18h, na sede da CUFA – Central Única das Favelas, na Rua Livino Godoy, nº 710, no bairro São Conrado, em Campo Grande. A apresentação gratuita do espetáculo "MixiCirquinho" marca o encerramento da circulação que levou teatro e circo a cinco comunidades periféricas e tradicionais da Capital.
Voltado ao público infantil, "MixiCirquinho" transforma qualquer espaço em picadeiro. Durante 40 minutos, a palhaça Mixirica apresenta sua parceira de aventuras, Mixipulga, em uma narrativa que mistura corda bamba, saltos improváveis, mágicas improvisadas e, principalmente, amizade. A montagem combina humor e sensibilidade para tratar de empatia, respeito às diferenças e cooperação.
Inicialmente prevista para o sábado (27), a sessão do espetáculo precisou ser remarcada para esta segunda-feira (2), atendendo a uma demanda da própria comunidade.
"Foi uma necessidade do território e a gente se adaptou. O projeto nasceu para isso: para escutar e construir junto. Se a comunidade precisa de outro dia, a gente reorganiza e garante que o espetáculo aconteça", explica a artista e proponente Kelly Figueiredo.
A sessão na CUFA reforça a importância do acesso à arte em territórios onde o deslocamento até espaços culturais formais é um desafio.
Para Lívia Lopes, artista, produtora, professora e presidente da Associação das Mulheres da Favela de Mato Grosso do Sul, que representa a CUFA Campo Grande, a presença do projeto no São Conrado fortalece um trabalho já desenvolvido na comunidade.
"Para nós é muito importante aceitar e incentivar ações culturais não só na sede, mas em toda a comunidade onde estamos. Trabalhamos com crianças, adolescentes e mulheres, muitas delas mães solos. Além do atendimento social, precisamos garantir acesso à arte e ao lazer. Muitas dessas famílias não conseguem sair do bairro para assistir a um espetáculo de teatro ou circo. Quando a produção entrou em contato, nem cogitamos negar. Dar acesso à cultura é um direito dessas crianças", destaca.
Mixi pela Cidade - A temporada começou no dia 24 de fevereiro, no Projeto Socioeducativo Harmonia e Frutos, no Jardim Colúmbia. Em seguida, no dia 25, o espetáculo esteve na Escola Municipal Profª Ana Lúcia Batista, no Jardim Paulo Coelho Machado. Já no dia 26, foi a vez da Escola Municipal Dionísio Antônio Vieira, na comunidade quilombola Furnas do Dionísio. E, por fim, no dia 27, a Aldeia Urbana Estrela da Manhã, no Jardim Noroeste, recebeu a apresentação.
Com a sessão na CUFA São Conrado, o projeto encerra sua circulação, ampliando o acesso à palhaçaria dedicada à infância e reafirmando a cultura como direito.
Mais do que números circenses, "MixiCirquinho" propõe um encontro. "O circo devolve à infância o olhar no olho, o riso compartilhado, a imaginação coletiva. A criança participa, reage, cria junto. A palhaçaria valoriza o erro como parte do processo e transforma fragilidades em potência", afirma Kelly.
Classificado como livre, o espetáculo atende até 100 crianças por sessão, sempre com entrada gratuita e interpretação em Libras feita pelo intérprete Cláudio Luiz.
O projeto conta com Kelly Figueiredo na dramaturgia, cenografia e atuação; Marcelo Leite na produção e sonoplastia; Breno Lucas como social media; Edner Gustavo na iluminação e Arruda Comunicação na assessoria de imprensa.
"Mixi pela Cidade" é financiado pela PNAB – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura (MinC), Governo Federal, via edital da Fundac, Prefeitura de Campo Grande. Informações pelo Instagram: @palhacamixirica.
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