Pragmata é bom? Veja a nossa crítica do jogo
Combate é o grande trunfo
O coração de Pragmata está no sistema de batalha. Hugh funciona como em um tradicional jogo de ação em terceira pessoa, com armas futuristas, esquivas rápidas e movimentação precisa. O diferencial está em Diana, que atua diretamente no campo de batalha hackeando inimigos em tempo real.
Esse hacking acontece por meio de um minigame integrado à interface, no qual o jogador precisa navegar por pequenos labirintos enquanto continua controlando Hugh normalmente. A mecânica cria combates intensos e exige atenção dividida, tornando cada confronto mais estratégico.
A combinação funciona muito bem. Em vez de simplesmente atirar, o jogador precisa decidir prioridades, escolher quais inimigos hackear primeiro e administrar riscos constantemente. Em dificuldades mais altas, o sistema brilha ainda mais.
Pragmata ganha trailer com dublagem em português; assista
Dupla protagonista sustenta a narrativa
Outro acerto importante é a relação entre Hugh e Diana. A química entre os dois dá personalidade à jornada e impede que a história se torne fria ou mecânica demais.
Diana funciona não apenas como suporte narrativo, mas também como peça central da jogabilidade, o que reforça sua importância de forma orgânica. Hugh, por sua vez, escapa do arquétipo do herói arrogante e ganha simpatia justamente por seu tom mais humano.
Visualmente, o jogo também surpreende. Embora o início lembre outros títulos espaciais claustrofóbicos, Pragmata expande seus cenários rapidamente e apresenta ambientes criativos, explorando bem o conceito de tecnologia capaz de recriar paisagens terrestres dentro da estação espacial.
Falta variedade no fim
O principal problema está na repetição dos inimigos. Apesar de o sistema de combate continuar divertido até o fim, a pouca diversidade de ameaças reduz o impacto da campanha na reta final.
Com cerca de dez horas de duração, o jogo evita se alongar demais, mas poderia alcançar outro nível com arenas mais variadas e maior diversidade de desafios.
Ainda assim, Pragmata é uma estreia forte. Não tenta agradar a todos, mas entrega exatamente o que promete: ação refinada, ideias frescas e uma aventura que lembra o melhor da Capcom clássica, agora com roupagem moderna.
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