Cinema | Com Observatório do Cinema | 03/08/2026 16h24

One Piece: Elbaf – Crítica: Episódio 1172 traz monstros e vilões de sobra

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O arco de Elbaf entrou na sua fase mais assustadora, e o episódio 1172 de One Piece não desperdiça o clima. Depois que Luffy e Zoro libertam Loki no episódio anterior, a ilha dos gigantes vira palco de um espetáculo de horror infantil: as crianças caem no sono, o fogo se espalha e um desfile de monstros gigantescos surge diante de Robin e Chopper.

Vou direto ao ponto: a animação segura sozinha a nota deste episódio. O restante tem méritos, mas também tem escorregões que ficam difíceis de ignorar quando o roteiro precisa mover as peças no tabuleiro.

Os monstros saem direto do papel

O maior trunfo do 1172 é visual. Os monstros que atacam Elbaf são nascidos dos pesadelos das crianças gigantes, e a Toei teve a sacada de fazê-los parecer exatamente isso: rabiscos infantis ganhando volume, movimento e peso.

As formas são tortas, exageradas, quase fofas de tão feias, e é justamente esse frescor que torna a cena maravilhosa. Em vez de criaturas genéricas de terror, o episódio entrega algo que só faz sentido no universo do anime.

Os Cavaleiros Sagrados dominam
Se a animação é o coração do episódio, os vilões são a alma. Os Cavaleiros Sagrados finalmente saem das sombras e assumem o papel de ameaça ativa. São escrotos, teatrais e cheios de golpes com nomes pomposos, e o episódio abraça isso sem pudor.

Killingham entra como quem começa o próprio show, com direito a técnicas de nomes tão exagerados, e a escalada da presença deles é o que dá peso dramático a tudo o que acontece em volta. É um prazer meio culpado torcer contra caras tão bem construídos na vilania.

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Onde o episódio vai mal
O ponto mais frágil é narrativo: Luffy solta Loki e, logo depois, nem se mexe para impedi-lo de partir para cima da árvore. Já virou um clichê dentro de One Piece: o vilão é libertado, causa o caos, e os Chapéus de Palha correm atrás do prejuízo. Mas mesmo para os padrões impulsivos do Luffy, a decisão soa ruim, um empurrão de roteiro para acender o próximo conflito.

E há a discussão que volta a cada arco: Elbaf se apoia demais na mitologia nórdica? Loki, Ragnir, o clima de saga viking, sinto falta de mais frescor. É uma crítica justa, mas vale lembrar que Oda sempre trabalhou assim: Wano era o Japão feudal, Thriller Bark era o terror gótico clássico.

O mérito está em como ele filtra essas referências para dentro do próprio mundo, e por enquanto Elbaf ainda segura essa balança.

Nota: 8/10

O 1172º episódio do arco de Elbaf está disponível no Crunchyroll.

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