Cinema | Com Observatório do Cinema | 15/05/2026 13h46

Novo terror do HBO Max promete deixar muita gente sem dormir

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Afinal, o que é Art? Humano ou demônio?

Essa é uma das perguntas centrais da franquia, e a resposta vem em camadas. Nos curtas-metragens que originaram o personagem, The 9th Circle, de 2008, e Terrifier, de 2011, Art aparece como um capanga sobrenatural a serviço de Satanás em um ritual satânico.

Quando a franquia ganhou os longas a partir de 2016, ele passou a parecer mais um assassino humano de máscara e maquiagem. Mas o final do primeiro filme já deixava no ar a ideia de que ele é alguma coisa a mais: depois de se matar com um tiro na cabeça, ele ressuscita sozinho dentro do necrotério.

Terrifier 2, lançado em 2022, escancarou o lado sobrenatural com a chegada da Pequena Garota Pálida, uma figura que acompanha Art e é fortemente sugerida como uma manifestação demoníaca, talvez o próprio Diabo. Terrifier 3 confirma de vez: Art é um demônio.

A leitura mais aceita é que ele foi um assassino em série em vida, voltou possuído por uma entidade infernal e agora é praticamente imortal. Damien Leone, o diretor, já adiantou que pretende contar a origem completa do personagem apenas no quarto filme da franquia, ainda em desenvolvimento.

O enredo do terceiro filme: agora é Natal

A história se passa 5 anos depois dos eventos do segundo filme. Sienna Shaw (Lauren LaVera), a sobrevivente, e o irmão caçula Jonathan (Elliott Fullam) tentam reconstruir a vida com a sombra do massacre de Halloween ainda pesando.

Na véspera de Natal, Art volta, agora acompanhado da Victoria Heyes (Samantha Scaffidi), uma sobrevivente do primeiro filme que ressuscitou possuída, e veste o terno de Papai Noel pra promover um banho de sangue pelo condado de Miles.

O filme aposta no contraste entre a decoração natalina e a violência extrema do palhaço, e o resultado é o capítulo com a melhor execução visual da franquia até aqui.

O que o filme faz de melhor

O ponto forte de Terrifier 3 é o que sempre foi forte na franquia: os efeitos práticos. Damien Leone começou a carreira como maquiador especializado em efeitos de violência, e assina pessoalmente todos os efeitos dos filmes da série. Tudo é feito com prótese, sangue prático e bonecos mecânicos, com pouquíssimo uso de computação gráfica.

Para quem cresceu vendo filmes de terror dos anos 1980, o impacto é imediato, tem peso, tem textura, tem o detalhe que efeito digital raramente alcança. O lendário Tom Savini, mestre dos efeitos práticos de Sexta-Feira 13 e Dia dos Mortos, faz uma ponta no filme, em uma homenagem direta à tradição que Leone segue.

Lauren LaVera também recebeu elogios da crítica pelo papel da final girl Sienna. A personagem virou uma das protagonistas mais bem construídas do terror recente, e o trabalho dela aqui é mais intenso e dramático do que no segundo filme.

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Para fãs declarados de terror, Terrifier 3 é praticamente obrigatório. É o filme mais bem produzido da franquia, tem o melhor visual e coloca o Art entre os ícones atuais do gênero.

Para o público casual ou pra quem prefere terror psicológico no estilo Hereditário ou Corra!, fica a recomendação inversa: passa longe. Este é um filme feito pra um nicho específico, e cumpre o que promete a esse nicho.

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