Cinema | Jeozadaque | 05/02/2010 13h10

Filme do 'nosso' poeta pode não chegar aos cinemas do estado

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Ele é cuiabano de nascimento e corumbaense de criação, mas acima de tudo pantaneiro. O maior poeta vivo (mas não existem réguas para se medir poetas), Manoel de Barros, de 93 anos, virou tema de um filme que, até agora, permanece restrito ao eixo Rio - São  Paulo. Para o longa-metragem ganhar o Brasil, o escritor brasileiro que mais vende livros de poesia em um país que não lê terá que virar sucesso também no cinema. Vencedor dos prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009 e de melhores direção de longa-metragem documentário e filme documentário longa-metragem do V Fest Cine Goiânia 2009, “Só Dez Por Cento é Mentira”, de Pedro Cezar (Fábio Fabuloso), está em exibição, desde 27 de janeiro e até 5 de fevereiro, nos Unibanco Artplex do Rio de Janeiro e de São Paulo. A “desbiografia” é também um mergulho no mundo fantástico da poesia “desimportante” de Manoel de Barros, ultrapassando a fronteira do registro documental e compactuando com a linguagem inventiva. O filme reúne versos em “manoelês“ com depoimentos de leitores apaixonados. Com cerca de 20 livros publicados, Manoel de Barros foi consagrado com diversos prêmios literários. Ele mora em Campo Grande. Em um vídeo disponível no Youtube, Manoel de Barros aparece elogiando o filme ao lado do amigo Athayde Nery, presidente da Fundação Municipal de Cultura. Fonte: PalcoUrbano

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