A Casa do Dragão - Série volta aos trilhos na 3ª temporada e entrega fase melhor
A queda dos heróis
A maior qualidade da nova temporada é abandonar de vez a ideia de que existe um lado certo na Dança dos Dragões.
Durante muito tempo, Rhaenyra foi retratada como a vítima da história. Cercada por traições, perdas e preconceitos, a personagem sempre ocupou uma posição mais fácil de defender. Agora isso muda.
Emma D’Arcy entrega sua atuação mais complexa até aqui ao mostrar uma rainha consumida pelo luto e pelo peso da guerra. Rhaenyra continua sendo alguém que deseja fazer o que acredita ser correto, mas a busca pelo poder começa a revelar um lado mais sombrio da personagem.
A Casa do Dragão também passa a explorar um tema cada vez mais importante: o fanatismo religioso. Aos poucos, Rhaenyra começa a acreditar que foi escolhida pelos deuses para governar, uma ideia perigosa que transforma sua jornada em algo muito mais interessante do que uma simples disputa pelo trono.
Enquanto isso, Alicent segue o caminho oposto. Olivia Cooke continua excelente, mas recebe menos material para trabalhar. A personagem perde parte da força que a transformou em uma das figuras mais fascinantes das primeiras temporadas e acaba ficando em segundo plano durante boa parte dos episódios.
A Casa do Dragão: Estreia da 3ª temporada quebrará recorde impressionante de Game of Thrones
Novos jogadores mudam o tabuleiro
A principal novidade da temporada é Ormund Hightower, interpretado por James Norton. O personagem rapidamente assume uma posição de destaque entre os Verdes e se torna uma das presenças mais marcantes dos novos episódios. Ambicioso, carismático e imprevisível, ele preenche um vazio que vinha sendo sentido desde a redução da participação de alguns personagens centrais.
Sua relação com Daeron também acrescenta uma dinâmica inédita à série e ajuda a expandir um lado da família Hightower que ainda não havia sido explorado adequadamente.
Outro acerto está na forma como a trama amplia seus cenários. A jornada de Aegon e Larys mostra partes diferentes de Westeros e ajuda a evitar a sensação de repetição que afetou parte da temporada anterior.
As batalhas também ganham mais importância. O destaque fica para a aguardada Batalha da Goela, um dos momentos mais impressionantes visualmente já produzidos pela série.
Problemas de ritmo
Nem tudo funciona tão bem. A Casa do Dragão continua apresentando dificuldades com seu ritmo. Se a segunda temporada foi criticada por demorar demais para avançar a história, a terceira parece cometer o erro oposto em alguns momentos, acelerando acontecimentos importantes.
Algumas relações surgem de forma abrupta, enquanto certas transições narrativas parecem apressadas demais para uma história que sempre se destacou pela construção cuidadosa de seus conflitos.
Visualmente, a série também apresenta um contraste curioso. Embora as sequências envolvendo dragões sejam espetaculares, algumas cenas externas possuem uma fotografia excessivamente apagada, que diminui o impacto de determinados cenários.
Ainda assim, a trilha sonora de Ramin Djawadi continua impecável e ajuda a sustentar a atmosfera dramática da produção.
No fim, a terceira temporada mostra uma série que finalmente encontrou uma direção clara. Ao abandonar a divisão simplista entre heróis e vilões e aprofundar os efeitos da guerra sobre seus personagens, A Casa do Dragão volta a entregar o tipo de drama político e familiar que transformou o universo de Game of Thrones em um fenômeno mundial.
Resta saber se conseguirá manter esse nível até o final da temporada. Mas, pelos primeiros episódios, os sinais são extremamente positivos.
A Casa do Dragão retorna em 21 de junho, às 22h, na HBO e HBO Max, e tem novos episódios lançados aos domingos.
-
A Leste do Palácio – Crítica: k-drama da Netflix aposta em espadas contra espíritos
A Leste do Palácio – Crítica: k-drama da Netflix aposta em espadas contra espíritos
-
Dia de Nossa Senhora do Carmo é celebrado com programação especial
Dia de Nossa Senhora do Carmo é celebrado com programação especial
-
A Leste do Palácio: k-drama da Netflix une terror e folclore coreano
A fórmula reúne ingredientes que já se mostraram poderosos
-
X-Men '97: Quem é Mãe Askani e por que ela é tão poderosa
X-Men '97: Quem é Mãe Askani e por que ela é tão poderosa
PARCEIROS
- Sábado, 18 de Julho de 2026
- Cinema Enola Holmes 3: Quem é Adeline Rathe? Explicamos a reviravolta Com foto Com vídeo
- Cinema Morre Hikaru Kurosaki, astro de O Fantástico Jaspion, aos 64 anosc Com foto Com vídeo
- Cinema X-Men '97: Quem é Mãe Askani e por que ela é tão poderosa Com foto Com vídeo
- Geral Arraiá do CCI reúne idosos, familiares em noite de integração Com foto Com vídeo
- Dança Parque Sóter recebe aulas gratuitas de Jazz Dance Com foto Com vídeo
- Sexta-feira, 17 de Julho de 2026
- Agenda Cultural O Ensaio Geral preparou a agenda cultural onde está disponível todos os eventos que acontece nesta semana. Confira Com foto Com vídeo
- Cinema Homem-Aranha: Um Novo Dia pode mudar o futuro do Justiceiro no MCU; entenda Com foto Com vídeo
Tweets by geral_ensaio





