A Casa do Dragão final explicado: quem está matando os Mantos Dourados no episódio 5?

"/>
Cinema | João Belarmindo | 20/07/2026 15h00

A Casa do Dragão final explicado: quem está matando os Mantos Dourados no episódio 5?

Compartilhe:

Episódio 5 e coroa um novo rei.

Quem está matando os Mantos Dourados em A Casa do Dragão é Ormund Hightower. O episódio 5 da 3ª temporada revela que ele comanda de longe uma campanha secreta de terror dentro de Porto Real, não para vencer uma batalha, mas para apodrecer o reinado de Rhaenyra por dentro.


A série fecha com uma imagem brutal: Daemon encontrando Ser Luthor Largent e vários guardas mortos, dispostos como numa última ceia, com a frase “um banquete para traidores” pintada na parede.

Resumo:

Ormund Hightower é o responsável pelas mortes dos Mantos Dourados e já mandou cunhar moedas coroando Daeron rei à revelia, dando aos verdes um novo estandarte.

Alicent bebe a poção abortiva no lugar de Helaena para proteger o segredo da gravidez da filha, e as duas terminam presas no escuro ao tentar fugir de Porto Real.

O episódio encerra com o “banquete dos traidores”: Daemon descobre Luthor Largent e seus guardas massacrados numa encenação macabra que humilha sua autoridade recém-assumida.

Quem está matando os Mantos Dourados e por quê

Enquanto todos em Porto Real imaginavam Ormund recolhido, cuidando dos próprios assuntos, ele conduzia à distância uma campanha de assassinatos dentro da capital. Cada Manto Dourado morto em plena luz do dia, cada corpo deixado à mostra, serve a um objetivo só: semear pânico e desconfiança no reinado de Rhaenyra antes que um único dragão entre em combate.

Mas o plano vai além do medo. Numa partida de xadrez que perde quase de propósito, Ormund mostra a Daeron uma moeda cunhada com o rosto do próprio rapaz. É a peça que fecha o raciocínio: com Aegon dado como morto pelos rumores e Aemond sumido, os verdes precisavam de um novo rosto para a causa, e Ormund escolheu coroar Daeron rei.

Quando Daemon e Largent torturam um prisioneiro e encontram uma moeda idêntica, a ficha cai. Daemon leva a notícia a Rhaenyra furioso, repetindo o que diz desde o começo: era para terem queimado os inimigos quando tiveram a chance.

O banquete dos traidores: o que significa o final

A cena de encerramento pertence a Daemon. Depois de assumir o comando dos Mantos Dourados e prometer aos homens que o sacrifício seria pago em ouro, ele sai à procura de Ser Luthor Largent, o Comandante da Guarda da Cidade.

O que encontra não é um homem, mas um recado: Largent e vários guardas dispostos ao redor de uma mesa, numa paródia macabra de uma última ceia, as vísceras sobre o tampo e, na parede, a frase “um banquete para traidores”.

É uma humilhação calculada. Daemon tinha assumido a guarda justamente para estancar essas mortes; o assassino respondeu transformando sua autoridade em chacota. E a palavra escolhida, “traidores”, revela de que lado vem o golpe: para quem manda o recado, os homens de Rhaenyra é que são os traidores da coroa que os verdes agora atribuem a Daeron.

Alicent e Helaena presas no escuro

A linha mais dolorosa do episódio pertence a Alicent. Ao descobrir que Helaena está grávida, ela pede ao Meistre Orwyle uma poção para encerrar a gestação, não por crueldade, mas por cálculo de sobrevivência: se a criança for menino, será vista como ameaça ao trono de Rhaenyra e morta, exilada na Muralha ou mandada para longe. Helaena, porém, se recusa a beber e a abrir mão do filho.

Quando Mysaria, cujos “passarinhos” viram Orwyle entregar algo a Alicent, aparece cobrando explicações, Alicent faz o sacrifício que define o episódio: mente dizendo que a grávida é ela e bebe a poção na frente da espiã para não deixar dúvida.

O gesto a deixa doente e a convence de que não dá mais para ficar em Porto Real. Ela troca um colar com uma criada por um plano de fuga e decide escapar pelo túnel secreto no quarto de Aemond, o mesmo usado no episódio de Sangue e Queijo.

A fuga desanda em etapas. Disfarçadas de criadas, mãe e filha esbarram em Mysaria à espera na saída, que agora sabe ser Helaena a verdadeira grávida. Alicent implora silêncio e planta uma ideia na cabeça da White Worm: guardar o segredo pode virar um favor útil com os Hightower no futuro, ainda mais porque Rhaenyra, cedo ou tarde, voltará para Daemon e a deixará para trás.

Mais tarde, seguindo o gato de Helaena, elas encontram uma nova passagem, um lampejo de esperança que vira armadilha: o caminho termina numa parede, a porta atrás se fecha (e só abre pelo outro lado) e o gato assusta Helaena, que derruba a lamparina. As duas ficam presas no escuro absoluto. É um dos ganchos deixados de propósito.

Criston Cole marcha para a própria morte

Criston Cole vinha vencendo pela paciência: ataques noturnos, pontes queimadas, uma guerrilha que sufocava o avanço dos Lobos do Inverno e do exército das Terras Fluviais. O jovem Lord Oscar Tully e Roddy the Ruin decidem devolver o veneno, cobrem o campo de estrepes, aleijam os cavalos e queimam a ponte em Stoney Sept antes de Cole chegar.

O que se segue é a revelação silenciosa do episódio: Cole não recua. Empurra os homens exaustos por lama, sanguessugas e terreno impossível, ignorando cada sinal de que segue direto para o abismo. Gwayne Hightower entende antes de todos, Cole não quer vencer, quer morrer.

É um homem consumido pela culpa procurando um fim honroso, disposto a levar os soldados junto. Quando Cole tenta um último discurso, Gwayne simplesmente junta seus homens e vai embora, deixando o comandante com sua marcha suicida.

Aemond continua vivo em Harrenhal

O episódio confirma o que muitos suspeitavam: Aemond nunca desapareceu de verdade. Ele está em Harrenhal, se recuperando dos ferimentos sob os cuidados, ou a manipulação, de Alys Rivers, cada vez mais isolado e psicologicamente fragilizado.

Ele sonha com o irmão em chamas, lembra que Helaena profetizou sua morte naquele lugar e acorda chamando por Vhagar, que Alys avisa estar “muito longe”. Caçadores atrás da recompensa da rainha invadem o castelo; os truques de Alys e as galerias mal-assombradas espantam a maioria, mas quando três homens entram por outro caminho e quase a matam, é Aemond quem surge e os elimina.

Aegon reencontra Tyland Lannister

Aegon deixa o refúgio obcecado em caçar e matar Aemond, remoendo a ideia de que o irmão sempre foi o “filho estrela”, o preferido da mãe. Larys perde a paciência, o chama de fracote autopiedoso, péssimo rei e homem pior, e vai embora, com Aegon atrás.

Quando o rei manco pede que Larys contrate um navio, quem os encontra é Tyland Lannister, sobrevivente da Batalha da Goela e acompanhado de espadas mercenárias. Larys e Tyland discutem o destino (Tyland defende Rochedo Casterly).

No meio da confusão, o homem que antes obrigou Aegon a beijar sua bota encontra a coroa na bagagem do rei, e Aegon o apunhala até a morte antes que ele reaja. Aegon segue vivo, com a coroa nas mãos e a obsessão intacta.

O que o final prepara para o resto da temporada

O episódio 5 é, acima de tudo, um posicionamento de peças. A série adapta Fogo & Sangue, e todos os fios convergem para o mesmo ponto de colisão: Tumbleton. Com Vhagar solta pelas Terras Fluviais, Aemond isolado, Aegon foragido e Daemon acuado por uma guerra secreta dentro da própria capital, o reinado de Rhaenyra racha por dentro no exato momento em que precisaria de unidade.

A coroação de Daeron dá aos verdes um novo estandarte; o banquete dos traidores prova que o inimigo já está dentro dos muros. Quando o próximo confronto explodir, ele vai cobrar o preço de cada hesitação que este episódio acumulou.

A Casa do Dragão tem novos episódios lançados aos domingos, às 22h, na HBO e HBO Max.

VEJA MAIS
Compartilhe:

PARCEIROS