A guerra pelo Trono de Ferro deixou de ter dois lados.

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Cinema | João Belarmindo | 13/07/2026 15h02

A Casa do Dragão final explicado: quem é o verdadeiro Daeron no episódio 4?

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A guerra pelo Trono de Ferro deixou de ter dois lados.

O episódio 4 da 3ª temporada de A Casa do Dragão, “Tumbleton”, encerra o mistério: o verdadeiro Daeron Targaryen é o escudeiro ruivo que aparece ao lado de Ormund Hightower desde a estreia da temporada. Ele monta Tessarion e, no septo de Tumbleton, mata um homem indefeso a mando do próprio Ormund.

Não há batalha nem duelo de dragões aqui. O que existe é um plano longo, paciente e religioso, revelado em voz baixa por um vilão que passou a temporada inteira em segundo plano.

Resumo: o que acontece no final do episódio 4

O escudeiro é Daeron. O menino silencioso ao lado de Ormund é o filho mais novo de Alicent, cavaleiro de dragão de Tessarion, a peça que o Hightower escondeu à vista de todos;

Ormund revela o plano de verdade. Ele é um devoto da Fé dos Sete, enxerga os Targaryen como hereges de dragão e criou Daeron para renegar a própria família e reinar como um rei Hightower;

O batismo de sangue. Ormund arrasta um morador de Tumbleton até o septo e ordena que Daeron o mate. O garoto obedece, Tessarion cospe fogo e Ormund diz: “E agora começamos”.

O plano de Ormund não é pela coroa de Aegon

Durante três episódios, todo mundo, inclusive Rhaenyra, leu Ormund Hightower como o último soldado teimoso dos Verdes, alguém tentando devolver o trono a Aegon. O episódio 4 desmonta isso.

James Norton constrói um homem que não quer restaurar nada: quer purgar. Ormund governou Vilavelha e a Campina praticamente como um reino próprio, sem prestar contas nem a Otto Hightower. A guerra dos dragões, para ele, é uma doença. E a cura tem nome, cabelo prateado e sangue Targaryen só o suficiente para ser aceito pelo reino.

Daeron é essa cura. Criado longe da mãe, longe dos irmãos, longe de Porto Real, ele foi moldado para sentar no Trono de Ferro como um Hightower disfarçado de Targaryen, e para acabar com os dragões a partir de dentro.

Por que Daeron mata o homem no septo

A cena final não é sobre o morador de Tumbleton, é sobre o vínculo. Ormund passa o episódio inteiro dando lições de moral ao garoto: como tratar “os que estão abaixo de você”, como julgar um soldado que agrediu uma família local.

Ele parece justo. É armadilha. No septo, com Tessarion enrolada nas sombras, ele entrega ao menino a mesma família que fingiu proteger e exige o golpe. Daeron protesta, mas obedece.

É o momento em que o garoto deixa de ser um refém educado e vira cúmplice. Um rei precisa ter sangue nas mãos antes da coroa, e Ormund garante que o primeiro sangue seja derramado sob o olhar dele, com o dragão dele por perto. “E agora começamos” não é ameaça a Rhaenyra. É certidão de nascimento.

A Dança dos Dragões virou uma guerra de três lados

Até aqui, o conflito era Rhaenyra contra os Verdes. O episódio 4 acrescenta uma terceira força: a Fé, o exército de 15 mil homens de Ormund e um pretendente que ninguém contava.

Emma D’Arcy mostra uma Rhaenyra encurralada por dentro. Ela tem dragões, mas não pode usá-los: Tumbleton é uma cidade que hasteou o estandarte dela. Queimar Ormund é queimar o próprio povo, exatamente o que ele quer. Não tem ouro, não há coroação oficial, porque o Alto Septão se recusou. Cada movimento dela tem um custo político que Ormund já calculou.

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