Cinema | Com Observatório do Cinema | 06/07/2026 12h19

A Casa do Dragão final explicado: quem é o falso Daeron no episódio 3?

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Quem é o falso Daeron e como Ormund enganou Daemon

O episódio abre com Daemon confrontando Ormund em campo aberto: a guerra acabou, Rhaenyra é rainha, e o anfitrião de Vilavelha deve baixar a cabeça e voltar para casa. Ormund aparenta ceder e, pressionado, ainda entrega Daeron, um jovem de cabelo prateado que, teoricamente, é a peça que forçaria os Hightower à submissão.

O problema é que ninguém percebe a fraude por um bom tempo. Emma D’Arcy constrói toda a sequência decidindo ser misericordiosa: em vez de executar o rapaz, Rhaenyra pretende mandá-lo vestir o negro e servir na Muralha. É só quando ela leva Olivia Cooke (Alicent) para ver o prisioneiro que a verdade explode, a reação de Alicent denuncia na hora que aquele garoto não é o filho dela.

O impostor confessa: Ormund tingiu seu cabelo e ameaçou matar sua mãe se ele revelasse a troca. A engenhosidade do golpe funciona porque o próprio Daeron mal apareceu na temporada, surgiu de relance no episódio 1, vestido de verde Hightower e sem o cabelo prateado típico dos Targaryen, exatamente o detalhe que tornou o disfarce viável. James Norton transforma Ormund num antagonista à la Tywin Lannister, e é difícil não gostar disso.

O que é Tumbleton e por que o final muda tudo

A segunda metade da reviravolta é ainda mais dura. Rhaenyra descobre que Ormund e seu exército não voltaram para Vilavelha: eles tomaram Tumbleton, uma cidade de mercado da Campina sem valor estratégico óbvio, a não ser o de obrigar a nova rainha a escolher entre incendiar os próprios súditos ou recuar.

Um sobrevivente coberto de fuligem chega aos portões da Fortaleza Vermelha com a notícia. Quando Rhaenyra ameaça queimar todos, ele lembra que ela mataria inocentes junto com os Hightower. “Meu braço é longo. Ele não pode vencer”, ela declara, enquanto estandartes verdes ardem no pátio às suas costas. É a imagem final perfeita para um episódio inteiro sobre a diferença entre reivindicar o poder e conseituar sustentá-lo.

Para quem conhece a fonte, o nome Tumbleton carrega um aviso: no material de origem, os confrontos ali são pontos de virada sangrentos da Dança dos Dragões. O detalhe de que a esposa de Hugh fugiu justamente para lá em busca de comida e segurança adiciona uma camada emocional à decisão que se aproxima.

A reviravolta está nos livros?

Não. O golpe do falso Daeron é invenção pura da série. Em Fogo & Sangue, de George R.R. Martin, nada disso existe, e até a tomada de Tumbleton acontece de forma diferente, já que na página são os Pretos que estão posicionados na cidade antes de Ormund chegar. O ajuste dá a Ormund um papel bem mais ativo e maquiavélico, e Norton aproveita cada segundo.

Vale notar outra mudança relevante: Rhaena é enviada ao Ninho da Águia com Sheepstealer, assumindo um arco que nos livros pertence a Nettles. É um desvio arriscado, mas que aqui ganha função dramática ao aproximar Daemon da filha.

Os outros nós do episódio

Enquanto a trama de Daeron avança, Rhaenyra desmorona por dentro: alucina o falecido Jacaerys pelos corredores, enfrenta uma infestação de ratos, o luto e o estresse do poder. O Alto Septão se recusa a ungi-la sem prova da morte de Aegon, e a Fé dos Sete deixa claro seu desprezo por dragões, magia de sangue e, nas entrelinhas, mulheres no poder.

No jantar, Steve Toussaint (Corlys) pressiona para legitimar Alyn e Addam como seus herdeiros Velaryon. Rhaenyra hesita: com os rumores de que seus próprios filhos são bastardos, legitimar os bastardos de Corlys seria um péssimo primeiro ato de reinado. Daemon, por sua vez, tenta seduzi-la com a profecia valiriana e o sonho de virarem deuses, e ela rebate lembrando que Viserys sabia que existe poder demais, e que o sonho de Valíria terminou na Perdição.

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