Cinema | Com Observatório do Cinema | 18/08/2026 17h02

9 segredos de O Mentalista que passaram batido

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Poucas séries policiais recompensam tanto quem assiste pela segunda vez quanto O Mentalista. Boa parte dos segredos de O Mentalista foi plantada em cena muito antes de fazer sentido (pistas, nomes e detalhes de figurino que só revelam o tamanho do plano quando você já sabe o final).

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Com a série completa de novo em alta no streaming, as sete temporadas estão na Netflix, além de estarem disponíveis no Prime Video e na HBO Max, vale revisitar o que a maioria dos fãs deixou passar sobre Patrick Jane e a caçada a Red John.

9. O nome de Patrick Jane é uma homenagem escondida ao pai do criador

Este é o segredo mais elegante da série. A filha de Patrick, Charlotte Jane, tem nome tirado de dois clássicos do terror psicológico dos anos 1960: Hush… Hush, Sweet Charlotte (1964) e What Ever Happened to Baby Jane? (1962).

O detalhe que quase ninguém liga: os dois roteiros foram escritos por Lukas Heller, pai de Bruno Heller, o criador de O Mentalista. Ou seja, tanto o primeiro nome da filha quanto o próprio sobrenome do protagonista são um tributo direto à obra do pai do showrunner, cravado ali desde o piloto.

8. Red John aparece em cena já no segundo episódio
A identidade do serial killer só foi revelada na sexta temporada, mas o ator por trás dela estava lá desde quase o começo. Xander Berkeley interpreta o xerife Thomas McAllister, o verdadeiro Red John, e sua primeira aparição acontece no episódio 2 da 1ª temporada.

Por mais de cinco anos, o assassino ficou escondido à vista de todos, cumprimentando Jane e a equipe como um policial cordial de uma cidadezinha. Revendo hoje, cada gesto dele ganha outro peso.

O Mentalista
7. Uma vítima soletra o nome do assassino ainda na 1ª temporada
Antes de morrer, a vítima Jared Renfrew rabisca “He is Mac” numa parede, “Mac”, abreviação de McAllister. A pista passou completamente batida por temporadas, em parte porque parecia mais um dos becos sem saída que a série adorava plantar.

Não foi acaso: o fenômeno foi tão comentado que rendeu até um livro dedicado a decifrar as pistas, The Mentalist Code and the Search for Red John, escrito por um professor de psicologia fã da série.

6. O ator de Red John foi escolhido por causa de um serial killer real
Segundo o livro The Mentalist Code, Xander Berkeley não foi escalado por acaso: ele nasceu no mesmo ano que Keith Hunter Jesperson, o “Happy Face Killer” (Assassino da Cara Feliz), criminoso real que inspirou a assinatura de Red John, o rosto sorridente desenhado com o sangue das vítimas. A escolha de elenco, portanto, teria sido mais uma camada do jogo de referências macabras da produção.

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5. Todos os episódios até a 5ª temporada carregam a cor vermelha

A palavra “red” no título de praticamente todo episódio das primeiras temporadas é um lembrete. Questionado pelo The Hollywood Reporter, Bruno Heller confirmou que a ideia era deixar claro que, não importa o caso da semana, Red John está sempre na cabeça de Jane.

O vermelho vira uma obsessão visual, do sangue às roupas, passando pelos títulos, que costura a série inteira.

4. Até o chá de Patrick Jane aponta para o vilão

Jane bebe lapsang souchong, um chá preto de origem chinesa. O truque está na tradução: chá preto, em chinês, é “hong cha”, literalmente “chá vermelho”. Ou seja, mesmo o detalhe mais banal da rotina do personagem, a xícara sempre à mão, carrega discretamente a mesma cor que assombra sua vida. É o tipo de camada que a série espalhava sem nunca sublinhar.

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3. Simon Baker escolheu pessoalmente o carro francês de Jane
O icônico Citroën DS que Patrick dirige não veio da produção: foi escolha do próprio Simon Baker. O ator australiano, fã confesso de Colombo, queria algo fora do comum para o personagem e apontou o clássico francês entre várias opções oferecidas.

A relação com o carro era tão real que, no fim da série, Baker doou o DS de tela à emissora francesa TF1 numa cerimônia em Paris, cidade pela qual sempre declarou paixão.

2. O galês Owain Yeoman enganou o elenco inteiro

Owain Yeoman, o agente Wayne Rigsby, é galês, e mantinha o sotaque americano tão bem que permanecia no personagem mesmo fora de cena. O resultado é que boa parte do elenco levou tempo para descobrir que ele não era, de fato, americano. Um pequeno feito de atuação que ficou completamente invisível para o público.

1. A gravidez de Amanda Righetti foi escondida em plena 5ª temporada
Durante a quinta temporada, Amanda Righetti (a agente Grace Van Pelt) estava grávida. Como a personagem não vivia nenhum romance na época, a produção resolveu disfarçar.

Van Pelt aparece quase sempre sentada atrás de mesas, computadores ou parcialmente encoberta por cenário e sombras, praticamente sem ir a campo. O filho da atriz, Knox Addison, nasceu em janeiro de 2013.

Todas as 7 temporadas estão disponíveis na Netflix, no Prime Video e na HBO Max.

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