Ensaio Geral - Sanear é Viver premia professores de Artes e Ciências
Projetos | Da redação | 18/12/2015 10h36

Sanear é Viver premia professores de Artes e Ciências

Compartilhe:

Professores das disciplinas de Artes e Ciências que atuam na Rede Municipal de Ensino receberam o desafio de produzir planos de aula com o tema saneamento básico durante o ano letivo de 2015. Os melhores trabalhos foram apresentados nesta quinta-feira (17) no encerramento do Programa Sanear é Viver, que aconteceu na sede da Águas Guariroba, em Campo Grande. Seis educadores foram premiados com celulares, tablets e notebooks.

José João Fonseca, presidente da Águas Guariroba, explica que o programa com foco nos professores tem o principal objetivo de disseminar informações sobre a importância do uso da água tratada e o acesso à rede de esgoto. “Os professores são as pessoas que ensinam as nossas crianças, e nós temos certeza que quando mostramos a empresa no detalhe para eles, as informações chegarão para os alunos. Eles irão cuidar mais da água e darão mais importância ao esgoto que é gerado em casa. Assim, teremos uma cidade melhor”, destacou Fonseca.

Para produzirem os planos de aula, os professores foram convidados a fazer uma visita técnica à concessionária, conhecendo de perto as etapas do tratamento de água e recebendo informações através de palestra sobre os serviços da empresa. “Além de ser um incentivo para os professores, é interessante pelo que se trabalha dentro da disciplina: o conteúdo saneamento. Tanto na parte de conceito quanto na questão de atitudes, principalmente por ser um assunto relacionado ao meio ambiente, que é atual e precisa ser bem trabalhado com as crianças para conscientizar para o futuro”, observou Maria Elisabete Martins, chefe de núcleo da Coordenadoria de Ensino Fundamental (Coef) da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Entre os professores de Artes, as ganhadoras do aparelho celular, na terceira colocação no concurso, foram as professoras Lilian Branco e Marta Cardoso, da Escola Consulesa Margarida Maksoud Trad. A segunda colocação ficou com a professora Neddy Esther Pache de Souza, da Escola Eduardo Olimpio Machado. Como prêmio, a educadora levou para casa um tablet.

O primeiro lugar entre os melhores planos de aula de Artes ficou com a professora Ani Jusã Lotério Coelho, da Escola Domingos Gonçalves Gomes, no Jardim Colonial. A proposta colocada em prática em sala de aula começa com uma roda de conversa sobre o que é saneamento básico. Depois da discussão e apresentação de dados, as ideias são apresentadas em desenho. “Partindo da realidade de ‘como é tratado o meu quintal’, falamos sobre ações possíveis que o aluno possa fazer para contribuir com o meio ambiente e discutimos também o que as pessoas estão fazendo no mundo. A roda de conversa faz o aluno se inquietar com aquilo, daí partimos para o visual, onde ele é incentivado a mostrar a criatividade”, explicou a vencedora.

Ciências

O concurso também elegeu os melhores trabalhos na disciplina de Ciências para professores que atuam com estudantes do 6º ao 9º ano. O terceiro lugar foi para a professora Marcia Maria Bogado Teixeira, da Escola João Nepomuceno. A segunda colocação ficou com Juliana de Paulo, da Escola Rachid Saldanha Derzi. A ganhadora do Notebook, primeira colocada no concurso, foi a professora Danielle Leite Macedo, da Escola Eduardo Olimpio Machado, do Jardim Ouro Verde.

“Foi ótimo porque muito antes do Sanear é Viver eu já tinha o plano em mente. A iniciativa só veio a agregar. A gente começou abordando o que os alunos pensam a respeito do saneamento, se eles tinham fossas em suas casas ou se tinham esgoto. Tivemos bastante diálogo em relação a isso”, contou a docente.

O plano também contemplou discussões em sala de aula sobre reportagens nacionais que mostram Campo Grande como exemplo de bom saneamento básico. “As crianças ficaram admiradas de ver que a própria cidade está destacada e às vezes não sabem”, disse. “Imaginamos as dificuldades que poderíamos ter em uma cidade que não tem saneamento e aí nos concentramos na produção final com maquetes que pudessem exemplificar a captação de águas pluviais para reuso e para não desperdiçarmos a água que realmente é boa para o consumo. Os trabalhos foram expostos na feira científica da escola e os pais puderam ter a explicação dos próprios alunos”, comentou.

VEJA MAIS
Compartilhe:

PARCEIROS