Premiação | Da redação/com Dourados Agora | 14/04/2014 09h48

Funarte e FIC premiam Companhia Blanche Torres

Compartilhe:
Bailarinos da Cia. Blanche Torres em cena durante o espetáculo “Dialeto Manoelês”, que acaba de ser selecionado pela Funarte e pelo FIC Bailarinos da Cia. Blanche Torres em cena durante o espetáculo “Dialeto Manoelês”, que acaba de ser selecionado pela Funarte e pelo FIC (Foto: Divulgação )

Dourados (MS) - A Fundação Nacional das Artes (Funarte), ligada ao Ministério da Cultura, e o Fundo de Investimentos Culturais (FIC) de Mato Grosso do Sul, premiaram a Cia. Blanche Torres com incentivos para levar o espetáculo de dança “Dialeto Manoelês” para os mais diferentes públicos, sempre com entrada franca. Ao todo, 82 projetos brasileiros foram contemplados pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna com incentivos que variam de R$ 44 mil a R$ 100 mil. Os projetos foram selecionados nas cinco regiões do país, em três categorias: A) circulação nacional de espetáculos; B) atividades artísticas de artistas consolidados e C) atividades artísticas de novos talentos, com investimento total é de R$ 6 milhões.

Através do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, a Cia. Blanche Torres vai levar o espetáculo, que é inspirado na obra poética de Manoel de Barros, o maior poeta vivo da atualidade, aos Estados de Mato Grosso e Roraima. “No Mato Grosso faremos apresentações em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Rondonópolis e Primavera do Leste, enquanto em Rondônia as exibições serão em Porto Velho, Cacoal, Ariquemes e Ji-Paraná”, explica a coreógrafa e diretora Blanche Torres. As apresentações acontecem na segunda quinzena de julho, após a Copa do Mundo.

Esta é a primeira vez que a Cia. Blanche Torres é selecionada pela Fundação Nacional das Artes. “Ficamos felizes com o resultado, mesmo porque é nossa primeira participação no prêmio e já tivemos um espetáculo selecionado”, comemora Blanche Torres. “Vamos levar nossa arte para outros Estados numa caravana composta por cinco bailarinos: Lorena Hernandez, Társila Bonelli, Maria Helena, João Rocha e Flávio Calixto, e o iluminador e produtor Aristeo Junior e eu”, explica. “O mais importante é que nessas oito cidades, sendo duas capitais, podemos mostrar ao público um pouco da poesia de Manoel de Barros através da dança e isso será fantástico”, ressalta a diretora da Cia. Blanche Torres.

Criado pela Funarte em 2006, o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna apoia a produção nacional por meio do financiamento de montagens de espetáculos e investe na manutenção de programas de grupos ou companhias de dança como oficinas, projetos de pesquisa teórica e de experimentação de linguagem. O prêmio beneficia iniciativas de todos os Estados brasileiros e o nome é uma homenagem ao bailarino, coreógrafo, ator, diretor, professor e crítico de teatro e de dança Klauss Vianna (1928-1992), que criou um método precursor de preparação corporal para artistas cênicos.
FIC

Com incentivo do Fundo de Investimentos Culturais (FIC), da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, a Cia. Blanche Torres levará o espetáculo “Dialeto Manoelês” para mais cinco cidades do Estado: Campo Grande, São Gabriel do Oeste, Coxim, Bonito e Dourados. Este é o segundo ano que o espetáculo inspirado na obra de Manoel de Barros recebe incentivos do FIC. Em 2013, a Cia. Blanche Torres foi selecionada para apresentações em Fátima do Sul, Glória de Dourados, Nova Alvorada, Itaporã e Dourados.
O espetáculo

“Dialeto Manoelês” foi concebido pela coreógrafa, diretora e professora Blanche Torres com inspiração na obra do poeta Manoel de Barros. No espetáculo os intérpretes mergulham nos personagens que povoam o imaginário do poeta sul-mato-grossense, um dos mais importantes nomes da poesia contemporânea mundial. Blanche Torres revela que partiu principalmente de duas frases do poeta para compor o espetáculo: “Eu humanizo as coisas e coisifico os homens’’, e “Eu gosto do absurdo divino das imagens”.

O espetáculo emprega recursos de multimídia com projeções para construir formas e cores nos corpos dos bailarinos em cena, além de humanizar elementos como luz e sons, produzidos pelos próprios artistas.

Uma frase da professora e Mestre em Letras pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Grazielli Alves de Lima, simboliza toda magia e encantamento do espetáculo que acaba de ser premiado pela Funarte: “A leitura mais atenta de Dialeto Manoelês nos permite adentrar na atmosfera poética do escritor, passeando por suas infâncias, pela atmosfera das coisas pequenas, e principalmente, o olhar para as insignificâncias”. A diretora também ministrará oficinas de dança no Mato Grosso e Rondônia.


VEJA MAIS
Compartilhe:

PARCEIROS