Ensaio Geral - Escola da Reme realiza concurso de poesia para alunos e comunidade
Poesia | Da redação | 01/06/2017 09h39

Escola da Reme realiza concurso de poesia para alunos e comunidade

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Talento e principalmente muita criatividade e amor pela literatura marcaram a décima edição do Concurso de Poesia realizado pela Escola Municipal Elpídio Reis, que aconteceu no Centro de Formação da Semed.

Com 60 inscritos, o concurso envolveu alunos da Educação Infantil até 9 º ano do Ensino Fundamental. Também houve uma categoria reservada para a participação da comunidade.

O júri teve dificuldade para escolher os três vencedores nas categorias que incluíram declamação de poesias de autores conhecidos e de trabalhos inéditos. Foram premiados alunos do 2º ao 5º ano, 6º ao 9º ano, além de integrantes da comunidade.

A diretora da unidade, Kelita Faria, diz que a criação do concurso foi uma forma de homenagear o escritor Elpídio Reis, que dá nome a escola. “Ele era um intelectual, uma pessoa muito ativa e nada melhor do que criar um evento na área de literatura para honrar sua memória”, disse.

Para marcar os 20 anos da escola, festejados em 2018, ela planeja a publicação de um livro com as 21 poesias inéditas apresentadas nas dez edições do concurso de poesia.

Atividades
A fórmula para atrair as crianças e adolescentes, tão envolvidas com o mundo tecnológico para o mundo de fantasia dos livros, está no trabalho em equipe dos profissionais que atuam no Elpídio Reis. “O trabalho de incentivo a leitura é missão de todos, não apenas dos professores de Língua Portuguesa”, contou.

Entre os projetos pedagógicos desenvolvidos pela escola está a Sacola Literária, onde a criança escolhe um livro na biblioteca para ler durante o fim de semana, devolvendo na segunda-feira. Com isso, ele tem a oportunidade de envolver também a leitura no processo.

Além de enriquecer a aprendizagem dos alunos, a diretora também observa a mudança de comportamento de quem faz da leitura, um hábito. “Eles ficam muito mais tranquilos, dialogam mais para resolver os problemas, já que a leitura abre as portas para um mundo novo de informações”, destacou.

A organização da biblioteca da escola Elpídio Reis, que conta com oito mil títulos, tem uma parcela importante no despertar do interesse dos alunos pela leitura. A responsável pelo espaço, Neuza Arruda Souza da Silva, revela que o carinho e amor pela comunidade escolar são fundamentais para conquistar novos leitores. “Nós procuramos ter as obras que agradam as crianças porque para que eles tomem gosto pela leitura, é importante deixá-los à vontade para fazer suas escolhas. Aos poucos vamos sugerindo outros temas”, ressaltou Neuza.

Apresentações

Todo esse trabalho culmina com o concurso de poesias, que a cada ano ganha força e mais participantes, incluindo os alunos da Educação Infantil, que abriram a programação, declamando uma série de quadrinhas.

Já os participantes do Ensino Fundamental também esbanjaram criatividade, produzindo figurino de acordo com o tema da poesia declamada.

Foi o caso da aluna Gabriela Ávila Martins, do 3º ano, que declamou a poesia “Pipa”, do autor José Nicola. Estreante no evento, ela conquistou o 3º lugar em sua categoria, fazendo uma apresentação a caráter. Gabriela contou que sempre se interessou por leitura, mas tinha vergonha de falar em público.

Sua mãe, Marcia de Oliveira Ávila, disse que o envolvimento da filha com a literatura ajudou a despertá-la para outras atividades sociais. “Ela sempre leva livros para casa e nós lemos juntas. Esse trabalho e muito importante porque é um aprendizado que ninguém vai tirar deles”, afirmou.

Já a aluna Geórgia Prado Lima Velasquez, do 7º ano, fez sua segunda participação no concurso declamando a poesia “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meirelles e conquistou o segundo lugar em sua categoria. Veterana em concursos, ela coleciona certificados.

Geórgia acredita que a dinâmica das atividades desenvolvidas na escola é o principal incentivo para os alunos se apaixonarem pela literatura. Paixão que alcança também os pais e a comunidade, que lotaram o auditório do Cefor, que reuniu mais de 300 pessoas.

“Quero passar para os meus filhos esse interesse pela leitura porque melhora muito nosso vocabulário”, afirmou.

O pai de Geórgia, o psicólogo Jorge Prado Lima, acredita que iniciativas como o concurso de poesias vão além de despertar o gosto pela leitura e ressalta o papel democrático da escola pública. “Hoje vemos crianças de todas as classes sociais e diferentes realidades em escolas públicas. Creio que essa mistura incentiva a união das crianças, isso enriquece o conhecimento delas”, concluiu.

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