Ensaio Geral - Memorial dos Povos Indígenas abre programa de trocas culturais
Indígena | Da Redação/Com Ministério da Cultura | 23/10/2015 13h48

Memorial dos Povos Indígenas abre programa de trocas culturais

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Por três meses, Brasília terá um espaço ativo aberto para divulgação, discussão e promoção da cultura indígena, o Memorial dos Povos Indígenas. Neste período, será realizado no local o Moitará, programa de trocas culturais.  

A abertura oficial do evento, promovido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), será na próxima segunda-feira (26), às 19h, com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, do presidente da Funarte, Francisco Bosco, do diretor do memorial, Álvaro Tukano e do secretário de cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis. Haverá uma apresentação dos índios da etnia Kariri Xocó e cantos do pajé Sabino Kaxinawá. O escritor, jornalista e militante das causas indígenas Ailton Krenak, um dos idealizadores do projeto,  lançará na cerimônia um livro da Coleção Encontros, que reúne depoimentos e entrevistas sobre as questões indígenas. 

A programação contará com apresentações de dança, música e cinema, entre os dias 26 de outubro e 17 de dezembro. Haverá ainda debates e exposição de obras literárias e uma feira do livro. Os eventos estão programados para ocorrer em duas sessões: diurnas (14h30 às 17h) e noturnas (19h às 22h). Pela manhã, será voltada para o público escolar. Já as atividades noturnas são para o público em geral.    

Todo o lado de fora do Memorial dos Povos Indígenas, projetado por Oscar Niemeyer, recebeu uma pintura de um grafismo xinguano, tradicional em aldeias do Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso. No gramado, foi instalado um totem para mostrar a manifestação concreta de poema de André Vallias que evoca as origens ancestrais indígenas.

Durante o programa, na área central do memorial, que é aberta, será aceso o fogo sagrado no terreiro para receber o público em geral e indígenas convidados de diferentes partes do País. Na área central, foi realizada ainda uma instalação acústica chamada "Rito Polifania Trama Ameríndia", de Paulo Vivacqua, que leva sons tradicionais indígenas e dará aos visitantes uma percepção profunda e abstrata do universo ameríndio.

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