Geral | Da Redação/Com Ministério da Cultura | 08/03/2015 23h13

Jurema Machado tomou posse no Iphan

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A arquiteta e urbanista Jurema Machado tomou posse como presidente do Iphan, autarquia vinculada ao MinC. (Foto: Janine Moraes) A arquiteta e urbanista Jurema Machado tomou posse como presidente do Iphan, autarquia vinculada ao MinC. (Foto: Janine Moraes)

Em sala lotada por funcionários públicos, membros do corpo diplomático, secretários do Ministério da Cultura e secretários estaduais de cultura, a arquiteta e urbanista Jurema Machado tomou posse, na tarde desta sexta-feira (06/03), em Brasília (DF), como presidente do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.

A cerimônia contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira. Este é o segundo período de Machado na presidência do Iphan, que teve início em outubro de 2012.

O ministro defendeu a integração do Instituto com outras instituições do ministério da Cultura e aproximar as políticas culturais do ministério. "O cruzamento de políticas de conservação com políticas de protagonismo cultural vai dar um trabalho fenomenal. O Iphan vai caminhar coma Secretaria de Diversidade Cultural (SCDC) para proteger essas manifestações", contou. "A política cultural tem que ser uma política de Estado."

Segundo ele, o instituto é importante para garantir a qualidade do desenvolvimento brasileiro, marcado por irresponsabilidades para com o meio ambiente e a população. "O Iphan consolida narrativas do país, dá significados e sublinha esses significados", afirmou.

Sob aplausos, o ministro afirmou que fez questão de promover uma cerimônia de posse para ressaltar a importância da casa e a confiança que tem em Jurema Machado. "O Iphan é uma instituição muito importante para o Brasil, quase centenária e nasceu por inspiração dos modernistas brasileiros, que permitiram que surgisse um Brasil moderno e contemporâneo", lembrou.

Jurema Machado associou a solenidade a dois momentos em que presenteou o ministro Juca Ferreira com livros. No primeiro livro, brincou que a estratégia era pedir a Juca que nunca abandonasse o ministério e o segundo livro para que liderasse a renovação do edifício e uso do Palácio Capanema, no Rio de Janeiro. O local foi onde o Iphan surgiu, 80 anos atrás. "O que quis compartilhar com isso foi o sentimento de que o registro da matéria nos foi deixado para que escrevamos nossas próprias narrativas e histórias", explicou. "O Iphan também insere nossa memória na agenda de Direitos."

Para próximos anos, Jurema apontou alguns desafios, como a tarefa de fazer do patrimônio um recurso mobilizador, que sirva de contraponto ao imediatismo e ao improviso, além de permitir uma reflexão sobre o descarte e aproveitamento do que foi construído.

Jurema Machado nasceu em Divinópolis (MG) e formou-se em arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1980. Iniciou sua vida profissional em Belo Horizonte no Planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Plambel).

Entre 1993 e 1994, foi diretora de Planejamento e Patrimônio de Ouro Preto (MG), quando coordenou a elaboração do Plano Diretor da cidade. Ainda em Minas, Jurema Machado foi presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e, entre os anos de 1999 e 2001, atuou na concepção do Programa Monumenta.

Antes de assumir a presidência do Iphan em outubro de 2012, Jurema Machado ocupou a Coordenação de Cultura da UNESCO no Brasil, onde atuava desde janeiro de 2002.

A autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura é responsável por preservar os diferentes elementos que compõem a sociedade brasileira. Busca promover e coordenar o processo de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

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