Gastronomia | Da redação | 02/08/2017 13h15

Piraputanga, Rabada e Banda de Pacu são os melhores pratos do FIB

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Festival de Inverno de Bonito é sinônimo de cultura. E cultura é alimento da alma. Tanto que neste ano se consolidou como um dos festivais mais importantes de Mato Grosso do Sul, ao comemorar sua maioridade com a 18ª edição consecutiva. Mas nem só de arte vive o homem né! È preciso comida, e comida das boas, daquelas que marcam na memória e já deixam um gostinho de quero mais, antes mesmo de terminar o prato.

Por isso, O FIB 2017 inovou, e além de proporcionar um espetáculo cultural indescritível, ainda ofereceu aos seus visitantes o melhor da culinária regional, com pratos desenvolvidos exclusivamente para o evento.

A 1ª Mostra Gastronômica de Bonito trouxe aos visitantes 24 pratos que misturavam ingredientes regionais com a sofisticação da culinária contemporânea, com o objetivo de valorizar a gastronomia local e sua relevância para o turismo, cultura e economia, com valores entre R$ 12 e R$ 60.

E as novidades não pararam por aí. Além de saborear tudo isso, o público votou e elegeu o melhor prato/restaurante da Mostra. O Aquário Restaurante, que já está no mercado há anos e é de uma família tradicional de Bonito, conquistou o 3º lugar com o prato ‘Piraputanga Safadinha’. Já a Juanita, que também é muito bem conceituado no município, conquistou o 2º lugar com o prato ‘Banda de Pacu na Brasa com Pipoca de Alcaparras’, desenvolvido pelo chefe Marcelo Gueiros.

Até aí tudo bem. Não teria como precisar os vencedores, mas apostar em estabelecimentos mais tradicionais seria um palpite quase certeiro. Porém, o 1º lugar surpreendeu até mesmo à vencedora. A chefe Jacqueline, do Espaço Jack, quase não acreditou quando o prefeito Odilson Soares anunciou a ‘Rabada ao vinho tinto’, como escolhida pelo público como o melhor prato da Mostra.

“Eu fiquei muito emocionada ao receber o prêmio. É um reconhecimento do nosso trabalho né. Todos nós que trabalhamos com cozinha sabemos que é um serviço árduo, diário, rotineiro. E como eu amo cozinhar eu posso usar a expressão, porque é o que eu sinto. Então eu acho que sempre tratando as pessoas com carinho, procurando preparar uma alimentação de boa qualidade, claro que as vezes, com a correria do Festival, ficava difícil dar atenção que todos merecem, mas a gente se esforçou muito e hoje nos sentimentos prestigiados por isso”, afirmou Jack.

O Espaço Jack está aberto há pouco mais de um ano, porém Jacqueline trabalha com a culinária em Bonito desde 1999, quando veio de Bela Vista, onde nasceu, para inaugurar o restaurante de um atrativo turístico do município. “Eu toquei o local por dois anos e em 2001 me afastei. Depois em 2006 eu arrendei esse restaurante. Ficou nas minhas mãos até 2013, mas já quando mudei para Bonito, eu tinha meu Buffet de festas em Bela Vista e eu sempre continuei com ele. Também em 2006 quando inaugurou o Centro de Convenções de Bonito, eu fiquei responsável pelo AIP e sou até hoje. O meu restaurante eu só tenho há um ano e meio, porque paralelo a ele eu faço o serviço de Buffet e atendo a festas, casamentos, formaturas”, explica a chefe sobre sua trajetória em Bonito.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Mato Grosso do Sul (Abrasel) Juliano Wertheimer, também destacou a importância da mostra nesta edição, que segundo ele, não apenas inclui o setor diretamente no evento, como também é uma forma de reforçar a cultura de Bonito do MS. “Foram 1500 votos, de uma forma totalmente transparente e confiável, registrados pelo CPF do participante, que não podia votar duas vezes no mesmo estabelecimento. Ou seja, o resultado é justo e reflete realmente o gosto do público. E ainda podemos multiplicar esse número por 10, porque para cada um que comeu e votou, teve 10 que experimentaram os pratos da Mostra e não entram no site para computar seu voto”, detalha.

Ainda segundo Juliano, a gastronomia é um dos motores da Cultura e por isso a Mostra casou perfeitamente com a intenção da 18ª edição do FIB. “A comida diz muito sobre cada povo e é na mesa dos bares e restaurantes que a gente compartilha momentos de confraternização e amizade. se estamos homenageando a nossa história, nada mais justo que a culinária esteja incluída nisso”, finalizou.

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