Ensaio Geral - Livro produzido por funcionários de Ceinf valoriza e incentiva receitas da merenda escolar
Culinária | Da redação | 15/12/2017 09h03

Livro produzido por funcionários de Ceinf valoriza e incentiva receitas da merenda escolar

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Com a intenção de incentivar a alimentação saudável e valorizar os produtos que compõem a merenda escolar, a equipe pedagógica do Ceinf Novos Estados, junto as merendeiras Sandra de Oliveira e Fabiana de Farias, produziram o livro de receitas “Conhecendo a alimentação das nossas crianças”. A publicação conta com 28 receitas. O lançamento especial no Ceinf contou com apresentações dos alunos e presença da comunidade escolar.

As receitas criadas pelas duas merendeiras surgiram ao se depararem com a resistência de alguns alunos em consumir alguns produtos, como legumes e verduras. Para despertar o desejo das crianças de ao menos experimentar estes produtos, elas decidiram elaborar pratos atraentes, como hambúrguer de cenoura e um convidativo bolo de beterraba. Para os que não gostam de frutas, a sugestão é o brigadeiro de casca de banana.

Outros pratos, como farofa de banana, lasanha de biscoito salgado e gratinado de abobrinha são de dar água na boca. As merendeiras garantem que fazem sucesso também entre os alunos, que aprenderam a gostar de ingredientes que antes eram rejeitados.

De acordo com a diretora da unidade, Izabel Rodrigues Pirré, a proposta também foi mostrar aos pais e comunidade escolar, a qualidade da alimentação oferecida pela gestão aos alunos. “O livro é uma forma de valorizar o trabalho das merendeiras e incentivar a alimentação saudável em casa, já que as famílias receberam um exemplar”, disse.

Benefícios

Ao mesmo tempo em que o livro era elaborado, as professoras trabalharam em sala de aula o contexto pedagógico, explicando os benefícios dos vários tipos de alimentos. Na escola existe uma horta onde os alunos são os responsáveis pela manutenção e que também serve como complemento no processo de aprendizagem.

Trabalhando há dez anos como cozinheira profissional, a merendeira Sandra de Oliveira, uma das autoras do livro, conta que concluiu este ano um curso técnico de cozinha e que começou a pensar na publicação nas aulas de reaproveitamento alimentar.

“Tive a ideia de criar o livro com o objetivo de oferecer vários pratos utilizando o mesmo ingrediente. Falei com a diretora e com minha companheira de trabalho e todos acataram a proposta”, contou. Sandra enfatiza que o cardápio elaborado pelas nutricionistas da Suale (Superintendência de Alimentação Escolar) é seguido rigorosamente e que as receitas criadas são apenas um incremento aos pratos oferecidos.

A preocupação com o bem-estar dos alunos foi tanta, que as duas merendeiras não esqueceram das crianças com intolerância a lactose, por exemplo, e criaram receitas para elas também, como um pão e um bolo de mandioca sem leite e ovos. “Nossa preocupação é atender bem a todos os alunos, por isso pesquisamos alternativas para oferecer o melhor a eles. É muito emocionante quando eles elogiam nossa comida”, pontuou.

Parceira de Sandra na criação das receitas, a merendeira Fabiana de Farias também é cozinheira profissional há dez anos e está na Reme desde abril, quando passou no processo seletivo para a função. Ela diz que o desejo de registrar suas criações individuais e as que elaborou em parceria com a amiga, surgiu em agosto, quando a Suale publicou uma cartilha com receitas de merendeiras da Reme (Rede Municipal de Ensino).

Incentivo

Mãe de cinco filhos, ela explica que a criatividade é o segredo para fazer os filhos experimentarem ingredientes que não estão habituados a comer ou até mesmo para incentivar a consumir pratos do dia a dia. “Se a gente enjoa de comer sempre a mesma coisa, imagina a criança, por isso estamos sempre inventando algo diferente. Fico muito feliz em ver os pais e as crianças elogiando nosso trabalho porque fazemos com muito amor para elas”, afirmou.

Fabiana conta que a palha italiana e os bolos são as receitas preferidas dos alunos e que as criações surgem, na maioria das vezes, em conjunto. “Chegamos para trabalhar e começamos a pensar o que poderíamos fazer de diferente. Então começamos a fazer testes em pequenas porções e acaba ficando tudo bom”, revelou.

O sucesso foi tanto, que as merendeiras já pensam na segunda edição.

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