Ensaio Geral - Aquidauanense cego participa do ‘Projeto Bocaiuva’ e luta para quebrar barreiras do preconceito
Culinária | O Pantaneiro | 06/12/2017 08h58

Aquidauanense cego participa do ‘Projeto Bocaiuva’ e luta para quebrar barreiras do preconceito

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O aquidauanense Lorival da Silva Santos mostra que a deficiência visual é somente um detalhe quando existe a vontade de trabalhar. Ele, que ficou cego após um erro médico quando tinha somente 8 anos, participa do ‘Projeto Bocaiuva’, realizado na Casa do Artesão, em Aquidauana.

Ele conta que começou a trabalhar oficialmente no projeto há 6 anos e que, paralelamente, exerce outras profissiões. “No dia 24 de janeiro de 2011 eu comecei a trabalhar, mas na pesquisa socioeconômica nós começamos em 2005, com o apoio da UFMS de Campo Grande. Aqui eu descasco a bocaiuva, quebro, tiro a castanha do coquinho. Faço de tudo. E, além de trabalhar aqui, eu sou artesão e massoterapeuta”, pontuou.

O profissional falou sobre as ‘dificuldades’ encontradas no meio do caminho, que muitas vezes ultrapassam as barreiras de sua deficiência. “Eu não tenho problema nenhum para trabalhar. A única dificuldade que existe até hoje, em Aquidauana, é a barreira do preconceito. As pessoas tem preconceito com a deficiência, acham que nós não podemos trabalhar, mas todo deficiente pode trabalhar normalmente”, pontuou.

Ele também citou a falta de estrutura do município para atender às necessidades especiais. “O meu maior sonho é poder andar na minha cidade. Até em Campo Grande eu ando sozinho, mas aqui não. As ruas de Aquidauana são todas irregulares, as bicicletas andam nas calçadas e eu morro de medo de ser atropelado, como quase aconteceu na semana passada, enquanto andava pela Rua Estevão Alves Corrêa”, disse.

No fim da reportagem, ele ainda deixou uma palavra motivacional para as pessoas que enfrentam algum tipo de deficiência. “Corra e vá à luta! Qualquer coisa, me procurem. Eu sou representante do Instituto Sul-Mato-Grossense Para Cegos. O meu telefone é o (67) 98476-0836 e eu posso atender quem precisar”, finalizou.

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