Artes | Da Redação/Com Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul | 04/07/2012 11h37

FCMS inaugura exposição na sala Ignês Corrêa da Costa

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Nesta quinta-feira (05 de julho), às 17h, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) inaugura a exposição na sala “Ignês Corrêa da Costa”, no Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG), que traz obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea (MARCO).

O objetivo da exposição é levar obras do Marco para o centro da cidade para aproximar o público com o universo artístico do museu e oportunizar o acesso às obras do acervo do Marco, que hoje já somam mais de 1000 obras.

O artista contemporâneo Marcel Duchamp tem a seu favor a liberdade, de atuação, sem assumir compromissos institucionais, e de criação, com variados recursos e materiais. Questionar conceitos, atitudes e a arte são mais importantes que a própria arte em si.

Quando elaborou um de seus primeiros ready-mades, em 1914, assinando um porta-garrafa, o artista francês, Marcel Duchamp, declarava o início da discussão sobre a tradicional definição de arte. Estava aberto o caminho para que outros artistas provocassem e surpreendessem os espectadores com diversas propostas que desafiavam a lógica.

Mas apenas em 1960, que categorias como desenho, pintura, gravura, fotografia e escultura não figuravam mais como principais meios de expressão nas artes visuais. Materiais comuns perdiam sua mediocridade quando posicionados de formas não habituais, gerando um novo significado. Tomava corpo a arte contemporânea, a reeducação do olhar que permearia até os dias atuais.

“É, portanto, a arte contemporânea, uma das ferramentas que nos faz pensar sobre os novos conteúdos impressos no cotidiano, por meio das transformações cada vez mais rápidas que vivenciamos no mundo atual. Pensando nisso, o MARCO apresenta algumas obras de artistas premiados nos salões de arte de Mato Grosso do Sul de 2010 e 2011 realizados pela FCMS e que fazem parte do seu acervo. Ao propor a ruptura com as artes tradicionais e a abertura às novas linguagens, os salões e o museu foram responsáveis pela renovação da produção artística, ajudando a fomentar novas gerações de artistas, novos debates e um público mais informado”, explica a arte educadora Patricia Aguena.

 “Queremos estreitar o espaço existente entre o Museu de Arte Contemporânea e o público do estado e ainda contribuir para a formação de público apreciador de arte”, esclarece a coordenadora do Marco, Maísa Barros.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3317-1795 ou no Centro Cultural José Octávio Guizzo que fica localizado na rua 26 de Agosto, 453, entre a Calógeras e a 14 de Julho.

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