Artes | Da Redação/Com Campo Grande News | 08/07/2013 13h05

Aos 40, funcionária pública começa a grafitar e transforma a Orla Morena

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Grafite não é arte só de jovem, e a funcionária pública Marilena Grolli, de 40 anos, é prova disso. Mãe de dois filhos, ela se desdobra entre o cotidiano de trabalho e família e ainda é admiração de jovens grafiteiros.

Na pista de Skate da Orla Morena, em Campo Grande, o colorido do trabalho da artista é admirado por quem passar por ali há mais de um mês.

Uma mulher negra, sentada em um caixote, sem sutiã, é um dos elementos da obra. São personagens conhecidos como capengas. Uma figura torta, que demonstra a farra. Mas também há coisas impossíveis, como sete pessoas em cima de uma bicicleta, para quem olha perceber que a criatividade não tem medida.

Todo o trabalho foi feito com o próprio dinheiro, revela a funcionária pública, que usou cerca de 30 sprays, o equivalente a R$ 420,00. “As pessoas ainda acham que o grafite tem que ser feito de graça, eu cobro R$ 100,00 o M²”, lembra sobre trabalho particular. Na orla, ela faz de graça.

Marilena é graduada em artes plásticas e trabalha como gestora de artes em Campo Grande. O trabalho artístico, ela carrega há mais de 20 anos e há cinco começou a grafitar, apenas para divulgação. O original mesmo, já vinha sendo feito em telas.

"Faço porque gosto de poder divulgar trabalho para diferentes públicos e a rua possibilita isso. Atinge quem gosta e quem não gosta. A gente doa nosso trabalho. Porque nem todo mundo tem condição de comprar a obra”.

Mais velha, na Capital, entre a garotada que costuma produzir este tipo de arte, ela diz que não se importa com a idade, e discorda quando dizem que está velha demais para a “brincadeira". 

“Não concordo quando dizem que apenas juventude, em São Paulo, por exemplo, grafito com pessoas de 60 anos de idade”. Na arte não existe juventude, e sim a expressão”.

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