Ensaio Geral - Academia inaugura Museu da História da Medicina
Antiguidades | Da redação/com Assessoria | 01/10/2014 15h50

Academia inaugura Museu da História da Medicina

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Campo Grande (MS) - Na próxima sexta-feira, dia 3 de outubro, às 20 horas, a Academia de Medicina de Mato Grosso do Sul realiza cerimônia de inauguração do Museu da História da Medicina (MHM) do MS. “O Museu será uma justa homenagem a todos os desbravadores das artes médicas no Estado”, fala o diretor, José Roberto Amin.

Para marcar o início das atividades do Museu, foi organizada a exposição “São Julião – caminho de paz e esperança” pela médica Beatriz Figueiredo Dobashi e o arquiteto Cleber Lopes. Foi montada uma linha do tempo, que começa em 1937 e estende-se até os dias atuais, com fotos e textos que ilustram a história do hospital, que é centro de referência para tratamento da hanseníase na América Latina. Em 1941, o Governo Federal instalou 32 colônias para tratar os pacientes de hanseníase e o São Julião foi uma delas, inaugurada pelo presidente Getúlio Vargas. Atualmente, o São Julião é credenciado como Hospital Geral pelo SUS, servindo como retaguarda para os demais hospitais do Estado, contemplando um atendimento diferenciado, multidisciplinar e mantendo a qualidade, em especial, nas internações longas.

Além da linha do tempo, também haverá uma sala onde será possível conhecer as ações sociais do hospital. Em outro ambiente, o visitante poderá folhear as obras de Lino Villachá, um dos cinco mil hansenianos que passaram pelo São Julião. Mutilado pela doença, Lino expressou o cotidiano do Hospital com muita sensibilidade e suas histórias estão retratadas em cinco livros de crônicas e poesias. Ainda estarão disponíveis: um equipamento multimídia, que contará a história de algumas pessoas que ajudaram a construir a história do Hospital e 13 banners com informações mais detalhadas sobre os programas desenvolvidos pelo hospital.

Sobre o Museu - A escolha do endereço do MHM não foi aleatória. Localizado na Rua da Liberdade, 512, ele será edificado onde historicamente foi projetada a primeira sociedade da classe médica em MS. De acordo com o presidente da Academia de Medicina, João Pereira da Rosa, ali também foram realizadas as primeiras aulas do então Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Mato Grosso, embrião da atual Universidade Federal.

Para o diretor do MHM, o museu vai preencher um espaço que faltava no Estado, contribuindo para a preservação e divulgação do patrimônio histórico-cultural médico, tanto em relação à profissão, como aos profissionais. “Queremos interagir com toda a sociedade, mas, principalmente, com os estudantes e universitários, resgatando a história da Medicina, que remonta ao final dos anos de 1860, com a vinda dos primeiros médicos para nossa região”, explica Amin.

Em seu projeto, depois de concluído, o Museu contará com acervos bibliográfico, tridimensional e arquivístico e atenderá toda a comunidade com projetos educativos e sociais, com espaços adequados para estas atividades. Oferecerá salas de aulas equipadas, salas para exposições, acolhimento de oficinas, auditórios e salas funcionais e administrativas.

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