Oswaldo Montenegro é a atração da “Noite da Seresta Especial”
Em seu décimo ano, o projeto “Noite da Seresta Especial” traz nesta sexta-feira (15/08) o cantor e compositor “Oswaldo Montenegro”.
A apresentação, que será alusiva ao aniversário da Capital, trará o novo trabalho de Oswaldo, o dvd+cd “Intimidade”.
Nascido em 15 de março de 1956, o carioca Oswaldo Montenegro, sempre adorou ler e devorava coleções de Júlio Verne, Monteiro Lobato e Malba Tahan.
Aos 7 anos mudou-se para São João Del Rey, Minas Gerais, onde passou boa parte da infância. O espírito seresteiro de Minas influenciou toda a vida de Oswaldo. À noite, pulava a janela de casa para acompanhar amigos de seu pai em serestas noturnas para namoradas.
Ainda com 8 anos começou a estudar violão e compôs sua primeira canção, chamada de “Lenheiros”, uma homenagem ao rio que cortava a cidade.
De volta ao Rio de janeiro, venceu seu primeiro festival, com a “Canção Pra Ninar Irmã Pequena”, música que mais tarde gravaria na trilha do vídeo “O Vale Encantado”, com o título “Canção Pra Ninar Gente Pequena”.
Desde então, Oswaldo nunca mais parou. Suas composições são verdadeiros poemas como a música “Metade”, que diz, “Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante, porque metade de mim é partida. mas a outra metade é saudade”.
Em sua apresentação o compositor deve cantar seus maiores sucessos como “Travessuras”, “Olhar de Tela”, “O gago”, “Metade”, “Lua e Flor”, “Intuição”, “Chão de Giz”, “Agonia”, “Bandolins”, “Léo e Bia”, “Drop’s de Hortelã”, “Condor” entre outras canções.
O projeto “Noite da Seresta Especial” será na sexta-feira (15/08), a partir das 19:30 horas na Praça do Rádio Clube.
Para um pré-aquecimento segue as canções “Metade” e “Drop’s de Hortelã”, interpretas pelo cantor Oswaldo Montenegro.
Metade
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Drop’s de Hortelã
Eu andava meio estranho
Sem saber o que fazia, eu não sei
Andava assim eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria uma canção
E a melodia, eu não sei
Andava assim,eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria tudo que não sei
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
Eu achava que faria uma canção nissei (não sei)
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
Eu achava que tamanho tinha a ver com poesia, eu não sei
Mas toda vida eu deixei a vida entrar no nariz
Me mandei pra Curitiba E como eu gosto dessa vida! Ah! Eu sei
Que a paixão que eu falei Me lembra o anis
Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
Para atirar o porém, da frase que eu nunca fiz.













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